quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Carta materialista ao Pai Natal

Querido Pai Natal,

Eu sei que tu és mais virado para as criancinhas (o que nos dias que correm, não sei se não vai dar em escutas aos teus telefones e nas renas a dar entrevistas no programa da Júlia Pinheiro....) mas mesmo assim, eu faço aqui o meu pedido para este Natal.

De salientar que esta carta é inteiramente materialista, consumista, e todas essas coisas típicas do Natal do Séc. XXI (e dos outros séculos todos...).

Tudo o que quero, Pai Natal, é que faças com que me paguem tudo quanto me devem, pois os calotes são mais que muitos e uns meses porque é Verão, noutros porque é crise e agora porque é Natal, eu estou a ver que fico a tinir enquanto os filhos de uma meretriz que me devem dinheiro ainda se riem enquanto vão comprar o novo livro do Saramago para enfeitar a estante lá de casa...

Se conseguires esse feito, eu poderei ir fazer as minhas comprinhas de Natal e ainda comprar uma lembrança fixe para mim!

Sê bonzinho, sê competente, leva os teus ajudantes (que eu sei por portas travessas que não são elfos, mas sim antigos agentes da KGB de origem ucraniana e moldava...) e faz-me lá este favor.

Desde já grata pela tua disponibilidade, vai daqui um beijinho e prometo que te pago umas imperiais e uns tremoços que deves estar farto de leite com bolachas...


1 comentário:

rui disse...

Ou seja: "se queres que eu te dê uma omelete, dá cá os ovos"; o Velho é de força! De qualquer forma, os calotes não se resolvem com o Pai Natal (que tem na cadeia alguns dos "ajudantes" dele). É pena que nem todos possam fazer como o Chacal: "half now, half on delivery"...