Quarta-feira, 30 de Março de 2011

Cof Cof Cof Este blogue está cheio de pó, coitado! Como dar a volta a isto?
Havia tanto de que falar, não é? Em três meses de 2011 (quase quatro), tanta coisa aconteceu no mundo!


O país está em pleno caos, e a maior parte das pessoas que conheço (eu incluída) sente-se desmotivada no trabalho porque ganha pouco (ou não ganha nada) e trabalha o mesmo (senão mais!), o Japão está radioactivo e a pôr o mundo a pensar nas centrais nucleares, o Obama não consegue estar à altura das elevadas expectativas nele depositadas, o Kadhafi não vai deixar a Líbia tão depressa e ninguém o vai tirar de lá à força porque o petróleo faz falta, o povo é roubado sem poder fazer nada, o governo cai, a geração à rasca sai à rua, as opiniões dividem-se, mas o rei vai nú e contra factos não há argumentos.


Este texto tem falta de vírgulas, mas ainda tem os "c" e as outras consoantes mudas. Daqui a uns tempos poderei estar a escrever ao abrigo do acordo ortográfico, para me habituar a esta forma de escrever, pois precisarei de ser fluente em "português 'dao'" por motivos profissionais.


Que mais posso dizer para rematar este texto?


Talvez que melhores dias virão...


Terça-feira, 5 de Outubro de 2010

Time to take some time

Há muito tempo que não venho aqui escrever. Uma das razões prende-se com o meu cansaço. A outra prende-se com o facto de realmente não ter nada de interesse para vos dizer. Sobretudo, desde que constatei que este blogue é visitado por pessoas que não me interessava minimamente que aqui parassem. É uma chatice quando temos uma espécie de intruso à espera de encontrar aqui referências à nossa vida pessoal. Não o vai encontrar aqui. Mas, claro, não me sinto com vontade de escrever para alguém com quem não quero ter o mínimo contacto que seja, nem mesmo via blogue. É daquelas coisas estúpidas, porque não devia afectar-me. Eu devia continuar a escrever como se nada fosse. Mas realmente, não consigo.
Assim, a Passaroca vai tirar uns tempos de férias. Vai pensar. Vai reflectir. Vai dar um tempo.

Sexta-feira, 10 de Setembro de 2010

Está uma gaja a trabalhar como uma moira.... (bolinha vermelha no link!)

.... numa tradução e de repente teve de ir ver que diabos é "shaved wood". Dicionários, e outros recursos online à mão, até que tem a brilhante ideia de recorrer às imagens do google para ter uma luz neste cérebro cansado, e leva com isto!

Haja decência, senhores! Haja decência!....

Sexta-feira, 3 de Setembro de 2010

A 'rentreé' com ares de 'silly season'

Durante o mês de Agosto este blogue esteve encerrado para férias do pessoal. No decurso desse mês até aconteceram algumas coisas, mas no geral, isto até foi calmito. Vocês já me conhecem e portanto já sabem que eu não falo dos assuntos da actualidade de que toda a gente fala. Quando muito deixo a minha "douta" opinião no facebook e fica o assunto arrumado.


Contudo, o mês de Agosto terminou com um acontecimento que para mim é digno de nota. Um acontecimento internacional que me deixou com a sensação de que as coisas são como são e de que por mais que se tente mudar a ordem cósmica das coisas, a ordem cósmica é que dita as regras.


Pensarão vocês de que raios estarei eu a falar. Pensarão vocês se não estou aqui a encher chouriços porque não tenho nada para dizer. Ora bem... em parte estão certos. Realmente não tenho assim nada de revelador para partilhar com o mundo, mas como eu há muita gente e portanto não creio que esteja a cometer algum crime (como uns e outros que por aí andam...).


Ora bem, o grande acontecimento que me decidi partilhar convosco é o casamento do Julio Iglesias com a sua holandesa parideira, a Miranda (qualquer coisa burger.... os apelidos holandeses são tão beras como eles!).


Há 20 anos catrapiscou a mocinha com um "cariño" para aqui, um "mi amor" para ali e depois lá conseguiu convencer a pobre pequena a namorar com ele e a passear com ele pelas digressões. Passados uns anitos a moça começou a cansar-se de andar com ele nas digressões (enfim... quantos anos teria ela de ouvir "Me voy, me voy, vooooyyyy" até perder por completo a sanidade mental?!) e toca de enfiar com a moça numa mansão paradisíaca na República Dominicana (ele há homens muito maus!!!) e de aproveitar para a emprenhar antes de partir para a digressão seguinte. À conta disto, a desgraçada pariu 5 crias (duas em ninhada) e o Don Julio a passear por esse mundo fora.


Ao fim de 20 anos e depois de a rapariga ter encerrado o útero a mais explosão demográfica, o que é que um homem pode fazer para reprimir qualquer princípio de oposição, golpe de estado e abandono do lar? Pedir a moça em casamento e, subsequentemente, casar-se com ela!


E lá se casou! À falta de uma cerimónia religiosa, houve duas. Os dois vestiditos que a moça vestiu, que pareciam comprados nos ciganitos, eram ambos Oscar de la Renta (que até é vizinho e tudo, lá Rep. Dom.) e os convivas foram a filharada, o pessoal doméstico da mansarda em Marbella (e olhem que não são poucos!!!) e.... os milhares de leitores da Hola!


E pronto, minha gente. Aqui têm esta 'rentreé' ainda a cheirar bastante a 'silly season'!

Quarta-feira, 11 de Agosto de 2010

Miragem...




Para alguns uma realidade... para mim, uma miragem!

De qualquer modo, boas férias!

Sexta-feira, 30 de Julho de 2010

António Feio

Devia ser 1h da manhã, quando me liguei ao facebook e vi a notícia.
Embora o desfecho não fosse uma surpresa, a verdade é que me apanhou desprevenida.

Que nós saibamos, não há nada mais definitivo que a morte. Os planos, os projectos, os sonhos,... tudo fica pelo caminho, porque se chegou ao fim.

Eu quero acreditar que há algo mais do que isto aqui. Quero acreditar que não passamos uma eternidade a servir de combustível para a bicharada subterrânia. Quero acreditar que passamos para uma outra dimensão onde não existe dor, nem sofrimento, nem doenças, nem velhice. Quero acreditar que quem morre aqui, vive noutro lado.

Uma coisa eu sei: a imortalidade existe quando lembramos os que nos são queridos. A imortalidade existe quando, nos nossos corações e nas nossas recordações, aqueles que partiram para sempre continuam a ser invocados e recordados. A imortalidade existe quando citamos o que disseram, quando aplicamos na nossa vida a sua sabedoria.

O António Feio morreu ontem. Mas para mim e para muita gente é Imortal.


Sexta-feira, 16 de Julho de 2010

Remissão

Hoje ao fazer a minha visita diária ao blogue da Bad Girl deparei-me com um texto com o qual me identifico completamente (aliás... costumo identificar-me com a grande maior parte deles).


O texto de hoje, intitulado "la mala educación" chamou a atenção para aquelas pessoas que quando vão pôr combustível no carro, fazem toda uma série de coisas antes, durante e depois de abastecerem o carro, e que irritam.


Primeiro, parece que precisam de pedir autorização ao cérebro para sair do carro e a partir daí é todo um processo de lentidão até se irem embora de vez. É penoso e irritante para quem está à espera, ver aquela sequência lenta e desnecessária de actos sequenciais que a BG tão bem descreve.


Haja pachorra, caramba!